powered by FreeFind
Mecanismo de Busca do site Vale do Paraíba Comercial
Adicione aos favoritos

Fale Conosco

 
Estadisticas y contadores web gratis
Estadisticas Gratis
Açougues
Armazéns & Mercearias
Auto-escolas
Bancos
Bares & Lanchonetes
Bazar, Papelaria & Livros
Cabeleireiros & Barbeiros
Cartórios & Tabeliões
Casas Comerciais
Clínicas Médicas & Odontologia
Comércio em Geral
Construção & Construtoras
Depósitos
Depósitos de Gás
Despachantes
Empresas
Empresas de Turismo
Escolas
Escritórios
Farmácias & Drogarias
Floricultura
Funerárias
Funilaria & Pintura
Gráficas & Publicidade
Hospitais
Hotéis, Pousadas & Motéis
Imobiliárias
Indústria & Comércio
Institutos
Laticínios
Locadoras, Vídeo & Som
Lojas
Lotéricas
Miscelaneous
Órgãos Públicos
Padarias & Confeitarias
Postos & Auto-Mecânicas
Presentes
Promoção de Vendas
Representações
Restaurantes
Serviços & Entidades de Apoio
Sindicatos & Associações
Supermercados
Tinturaria & Lavanderia
Veículos & Auto-Peças
Veterinária & Agropecuária

 
 Para incluir ou atualizar seu estabelecimento clique aqui

Cidade de Ubatuba

Ir para a lista de endereços

Página Inicial
Ubatuba é um município do estado de São Paulo, localizado no litoral norte. A população aferida pelo IBGE na contagem de 2007 foi de 75 008 habitantes. O território municipal ocupa 712 km², 83% dos quais localizados no Parque Estadual da Serra do Mar. A densidade demográfica de 105,33 hab/km². Ubatuba é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias balneárias por cumprir determinados requisitos definidos por lei estadual. Seu nome tem origem tupi e significa "abundância de cana silvestre", "bosque de cana silvestre" ou, ainda, preferencial e historicamente, "muitas canoas".

História

Fundação e Origens
Ubatuba aparece desde os primórdios na História do Brasil. Os índios tupinambá foram os primeiros habitantes da região. Quem nos dá esta notícia é Hans Staden, que capturado pelos autóctones na metade do século XVI, quase foi devorado num ritual de canibalismo, tendo ficado preso numa aldeia em Angra dos Reis chamada de Uwatibi (Ubatuba), cujo nome também era o do local da atual cidade de Ubatuba. Tanto Hans Staden como os autores Jean de Lery e André Thevet mencionam ter sido Cunhambebe (pai, figura diversa daquela do filho, o qual teria alcançado Anchieta) o chefe supremo dos tupinambás, cujo território ia desde o Rio Juqueriquerê em Caraguatatuba, até o Cabo de São Tomé, no Rio de Janeiro, abrangendo não somente o local da cidade, assim como todo território ao longo do Rio Paraíba do Sul (São José dos Campos, Taubaté, etc).

Em Ubatuba, parece não ter havido ao menos nos primórdios, nenhuma aldeia (nenhuma menção na obra de Hans Staden); teria sido inicialmente somente o lugar onde os índios se reuniam com "muitas canoas" em expedições de guerra para a região de Bertioga (paratyoca) e São Vicente (upaunema). Contudo, na época de Anchieta, muito posterior à Hans Staden, noticia-se a existência da aldeia de Iperoig nos relatórios do missionário José de Anchieta ao Provincial da Ordem dos Jesuítas, contando sobre os conflitos existentes na região.

Confederação dos Tamoios e a Paz de Iperoig
Os índios tupinambás, aqui chamados de tamoios (os mais velhos, os pais) eram excelentes canoeiros e caçadores. Viviam em paz, embora sempre em conflito com os irmãos tupiniquins, habitantes da região mais ao sul, desde São Vicente e Itanhaém até Cananeia. Com a chegada dos portugueses que escravizaram os índios para utlizá-los no trabalho escravo em engenhos de cana-de-açúcar em São Vicente, destruindo as famílias indígenas, os tupinambás fizeram firme aliança com os mairs (franceses) da França Antártica na Guanabara (o Rio de Janeiro sequer havia sido fundado), se organizando numa Confederação com invejável poderio de guerra, sob a chefia de Cunhambebe (filho) Confederação dos Tamoios, colocando pois, em risco, a posse da terra pelos perós (portugueses). Contudo, nunca houve um conflito direto.

Em 1563, após José de Anchieta ter passado a quaresma em Itanhaém que na época abrangia Peruíbe, ambos os jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta partiram de São Vicente no barco de José Adorno com destino a Aldeia de Iperoig, numa missão articulada pelos portugueses para pacificar os índios fronteiros, haja vista que a maior parte das aldeias tupinambás localizava-se em torno da Baía da Guanabara. Como os Confederados Tamoios desconfiaram da palavra dos portugueses, Anchieta ficou como refém durante vários meses em Ubatuba (Iperoig), enquanto Nóbrega voltou a São Vicente acompanhado de Cunhambebe (filho) para finalizar o Tratado de Paz que passou a figurar na História do Brasil como "A Paz de Iperoig" (O Primeiro Tratado de Paz Das Américas). Anchieta, enquanto prisioneiro, escreveu, na areia da Praia de Iperoig, o célebre "Poema à Virgem", com 4.072 versos em latim.

Criação do Município
Com a paz restabelecida e desarmados os índios do Rio, os portugueses destruíram o grosso da nação tupinambá em conflitos na Guanabara (uruçumirim - morte de Estácio de Sá com uma flechada no olho) e em Cabo Frio (gecay), expulsando os franceses. Os tupinambás que restaram embrenharam-se nos matos ou migraram para outras regiões. Contudo, os índios da região de Ubatuba permaneceram no local, tendo formado, assim, a população caiçara da região (São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba, Paraty e Angra) assim como a população cabocla ao longo do Rio Paraíba do Sul. Fundado o Rio de Janeiro, o governador-geral tomou providências para colonizar a área de Ubatuba, com a intenção de assegurar a posse para a colônia de portugueses. A aldeia foi elevada a categoria de Vila em 28 de outubro de 1637 com o nome de Vila Nova da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba.

Ascensão e Decadência Econômica
De 1800 a 1890 Ubatuba teve o privilégio de ser uma cidade rica, por três vezes a arrecadação do município superou a de São Paulo, o motivo foi à reabertura do Porto. Os ricos exportadores voltaram a reativar seus negócios, nesse período foram construídos os mais imponentes prédios, casas de comércio, escritórios de exportação e luxuosas residências, evidenciando o teatro, onde atualmente funciona o Fórum da Comarca. Ubatuba chegava ao apogeu econômico e a euforia chegou a ponto dos exportadores planejarem uma ferrovia para modernizar o Porto e fazer concorrência com Santos e Rio de Janeiro e atender os agricultores do Sul de Minas. Mas a pressão dos concorrentes dos outros Portos fez com que o governo decretasse a primeira moratória do Brasil, para impedir a construção da ferrovia.

Os ricos mudaram de cidade, ficaram os pobres e pequenos comerciantes vendo os imponentes sobrados sendo destruídos pelo abandono. Uma tentativa de se construir uma ferrovia entre Taubaté e Ubatuba foi vista com muita esperança, mas a proposta fracassou. A população diminuiu em duas mil pessoas. A estrada da serra ficou praticamente desativada e o tráfego marítimo foi reduzido a um navio de dez em dez dias, no caminho entre Santos e Rio de Janeiro. Ubatuba voltava ao isolamento, não havendo estrada terrestre ao longo do litoral, com toda a comunicação sendo realizada através de canoas.

Somente em 21 de abril de 1933 houve uma nova esperança. Era o engenheiro Mariano Montesanti que descia a serra no seu carro inaugurando a estrada que construiu, ligando o município a Taubaté por rodovia, o que despertou uma nova etapa na história de Ubatuba.

Dias Atuais
Em 1948 conquistou a categoria de estância balneária, em 1950 os taubateanos iniciaram a construção de casas de veraneio e obteve um impulso em 1964, quando o industrial e mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho (o Ciccillo Matarazzo) foi eleito prefeito da cidade, e buscou seu desenvolvimento, convocando arquitetos e paisagistas, constituindo uma arquitetura com proporções bem resolvidas, simplicidade construtiva, linhas harmoniosas e respeito ao clima e ao meio ambiente. Com o passar dos anos Ubatuba sofreu demasiadamente com a especulação imobiliária desenfreada, fazendo com que grande parte de seu rico patrimônio histórico fosse se perdendo, sendo demolido para construção de apartamentos, casas de veraneio e lojas comerciais. Hoje em dia infelizmente pouco sobrou deste rico patrimônio arquitetônico, sendo possível destacar principalmente o Sobradão do Porto, localizado no centro da cidade. Até hoje a cidade sofre a consequência do crescimento desordenado e do turismo especulativo.

Hoje Ubatuba resgata seu passado na cultura caiçara, nas ruas, nas festas de origem portuguesa e nos edifícios históricos, revelando seu potencial como Estância Balneária para o Turismo.

OBS.: Em 1637 a então Aldeia de Iperoig se tornou Vila com o nome de Vila da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba. Em 1855 se tornou Comarca de Ubatuba e em 1944 à Estância Balneária. (Dados coletados com o Historiador Edson da Silva).

Geografia
A cidade de Ubatuba está localizada no Litoral Norte do Estado de São Paulo (na região Sudeste do Brasil), distante 250 km da capital. Limita-se ao Norte com Paraty (RJ), ao Sul com Caraguatatuba (SP), a Oeste com Cunha, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra (todas de SP) e a Leste com o Oceano Atlântico, achando-se na latitude 23'26'21,45. É cercada pela Serra do Mar e sua exuberante Mata Atlântica (na única parte desta que alcança a costa brasileira).

Há diversos portos naturais ao longo da costa, como, por exemplo, as mais de oitenta praias, das quais as mais conhecidas são: Maranduba, Lázaro, Vermelha, Grande, Enseada, Perequê e Saco da Ribeira.

Ubatuba também tem diversas ilhas. Uma de suas ilhas mais belas é a Ilha das Couves. Uma outra ilha bastante conhecida é a Ilha Anchieta, onde está localizado um antigo presídio, desativado atualmente, que no passado era destinado a presos políticos. Essa ilha pode ser vista e acessada através da praia do Saco da Ribeira. Cachoeiras são também ponto de atração turística, ao longo das montanhas da serra do Mar. Ainda na cidade fica a sede do Projeto TAMAR, destinado à conservação das espécies de tartarugas-marinhas do litoral brasileiro.

O Trópico de Capricórnio corta Ubatuba, atravessando a cidade exatamente em frente à pista do aeroporto local (linha imaginária do paralelo 23´26´21´´,45,). Esse fato permite observar que no dia 22 de Dezembro de cada ano, o Sol está "a pino", em data conhecida como Solstício de Verão. No dia 22 de Junho (Solstício de Inverno), o Sol apresenta sempre sua posição mais baixa em relação ao horizonte. Isso significa que, não só em Ubatuba, mas em toda a linha dos trópicos, apenas um dia por ano e, para ser mais exato, apenas por um instante, temos o Sol exatamente a pino.

Clima
O clima de Ubatuba é o tropical litorâneo úmido ou tropical atlântico, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano, sem estação seca e com mês mais frio possuindo temperatura média acima de 18°C. A cidade tem um clima chuvoso, com precipitação média anual de 2.519 mm, o que confirma sentido ao apelido Ubachuva dado à cidade. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 25,5°C e o mais frio é julho, com temperatura média de 18,4°C.

Parque Estadual da Serra do Mar
Quase 80% do territorio da cidade de Ubatuba é dedicada à áreas de preservação. O Parque Estadual da Serra do Mar, criado para proteger e preservar a mata atlântica, tem dentro dos limites do município 3 núcleos:
Núcleo Cunha-Indaiá
Núcleo Santa Virgínia
Núcleo Picinguaba

Esportes e turismo
Praia da Enseada. Ótima para prática de esportes náuticos.Ubatuba é o paraíso de esportes náuticos como surfe e vela.
Surfe: Ubatuba possui praias com ondas para campeonatos internacionais como a Itamambuca, e algumas com ondas excelentes como a praia Vermelha do Norte, Toninhas e Praia Grande, entre muitas outras.
Vela: Na praia do Saco da Ribeira pratica-se vela e a região de Ubatuba é rica em ilhas, mares, ventos, águas abrigadas e rápido acesso ao alto mar.
Birdwatching: A Cidade tem se destacado como ótima opção para a prática da observação de pássaros, também conhecida como Birdwatching. Ornitólogos profissionais ou amadores encontram uma ótima rede hoteleira, mata intocada em 86% da área do município e mais de 510 espécies já identificadas.