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Cidade de Taubaté

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Página Inicial
Taubaté é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localizado na mesorregião do Vale do Paraíba, dista 123 km da capital paulista, 280 km da cidade do Rio de Janeiro, 90 km de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo e 45 km de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira.

É o segundo maior polo industrial e comercial de sua mesorregião, abrigando empresas como Volkswagen, Ford, LG, Alstom, Usiminas, Embraer (Centro de distribuição), entre outras. O município também abriga o Comando de Aviação do Exército. Além disso, é a terra natal do escritor Monteiro Lobato. Segundo estimativa feita pelo IBGE, em julho de 2009 o município possuía 273.426 habitantes., ocupando a 11ª posição dentre as cidades mais populosas do interior de São Paulo e sendo o 25º maior município do estado. Um levantamento realizado no mesmo período pela Fundação SEADE (órgão do governo de São Paulo) apontou que a cidade possui 276.256 habitantes.

Taubaté subiu 11 posições no ranking das cidades mais ricas do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2006 a cidade estava em 64º lugar e subiu para a 53ª posição em 2007. Em 2006 o valor do Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 5.393 bilhões, já em 2007 esse valor saltou para R$ 6.799 bilhões. O que significa aumento na renda per capita de R$ 19.852 para R$ 25.610, por ano.

Tradicional cidade paulista desempenhou papel importante na evolução histórica e econômica do país. No ciclo do ouro foi núcleo irradiador de bandeirismo, descobrindo ouro em Minas Gerais e no segundo império, durante o surto cafeeiro do Vale do Paraíba, destacou-se como o município de maior produção na zona paulista, sediando o Convênio de Taubaté em 1906. Na messorregião do Vale do Paraíba, tornou-se sua primeira Vila oficial (hoje município) em 1645, Cabeça de Comarca (1832), Título de Cidade (1842), Centro industrial (1891) e Diocese (1906). Destacando-se com cidade pioneira do Vale do Paraíba. O nome da cidade origina-se da língua tupi, e significa aldeia (taba) elevada (ybaté).

História
Antes de sua fundação como vila, havia no local onde hoje é parcialmente as ruas Capitão Geraldo, Coronel João Afonso, travessa São José e Largo do Chafariz, uma tribo de índios guaianás denominada (taba) - (ybaté) (daí o nome do município).

Até então a colonização não havia de fato chegado a região do Vale do Paraíba e havia a necessidade de demarcação de posses destes sertões pela sua donatária, a Condessa de Vimieiro, neta e herdeira de Martim Afonso de Sousa.

A partir disso foi enviado o então bandeirante Jacques Félix e expedidas concessões oficiais a ele. No ano de 1628, recebe concessões de terras. Em 20 de janeiro de 1636 obtém poderes de avançar pelos "Sertões do Paraíba" por meio de provisão do Capitão-mor da Capitania de Itanhaém, Francisco da Rocha. Finalmente, em 13 de outubro de 1639 (provisão, Capitão-mor Vasco da Mota), ordens para construção da igreja matriz, casa para o conselho, cadeia pública, arruamento, engenho de cana-de-açúcar e farinha de milho, além de concessão de terras as famílias trazidas pelo fundador.

Em 5 de dezembro de 1645, (provisão, Capitão-mor Antônio Barbosa de Aguiar), recebe foral de vila (primeiro local a recebe-lo na região). Com o nome de São Francisco das Chagas de Taubaté, sendo assim escolhido oficialmente seu padroeiro.

Foi no principal período das bandeiras, entre 1690 e 1715, que a vila alcançou relativa prosperidade com o abastecimento das bandeiras tanto vindas da Vila de São Paulo de Piratininga quanto saídas da própria Vila de Taubaté.

Tornou-se um " Centro irradiador de Bandeirismo ", onde seus filhos tiveram como grandes feitos a fundação de numerosas localidades, destacando-se a maioria das cidades históricas de Minas Gerais como (Mariana, Ouro Preto, São João del-Rei, Tiradentes), além de Campinas- SP. Deve- se também o descobrimento de ouro em Minas Gerais pelo bandeirante Antônio Rodrigues Arzão em 1693. O que proporcionou a Taubaté receber uma Casa de fundição de ouro.

Passada essa época, Taubaté voltou à agropecuária de subsistência, que predominaria por aproximadamente um século, até a chegada da cultura do café, trazida do Rio de Janeiro.

A cafeicultura teve início do município na metade do século XVIII. No século XIX, mais precisamente em 1842, devido ao seu tamanho e a sua importância na região, Taubaté recebe do barão de Monte Alegre o título de cidade. Em 1900 a cidade alcançou a maior produção cafeeira do Vale do Paraíba. Nessa época, o município atingiu a maior população do interior do estado, com 36.000 habitantes.

No dia 26 de fevereiro de 1906, na gestão do presidente Rodrigues Alves, foi assinado o Convênio de Taubaté pelos Presidentes dos Estados (hoje, "governadores") de São Paulo (Jorge Tibiriçá Piratininga), Rio de Janeiro (Nilo Peçanha) e Minas Gerais (Francisco Antônio de Sales). O convênio tinha como objetivo incentivar a produção de café através do controle das plantações e dos valores das taxas para exportação e para o consumo interno.

Em 1920, a cafeicultura entra em decadência. A rizicultura, beneficiada pelo Rio Paraíba do Sul, foi uma das alternativas na época.

Fatores como o fim do ciclo do café, a mão-de-obra barata disponível no município e a fácil comunicação com as cidades Rio de Janeiro e São Paulo levou a Taubaté a se industrializar. A estrada de Ferro Dom Pedro II (Central do Brasil) e a Rodovia Rio-São Paulo passavam pela cidade. Posteriormente, a eclosão das duas guerras mundiais e a consequente demanda de exportação do país alavancaram a produção industrial do município.

No ano de 1891 Taubaté teve uma de suas primeiras indústrias, a CTI (Companhia Taubaté Industrial), onde se fabricava "morins" (tecidos brancos e finos de algodão), que eram vendidos para grande parte do Brasil. Até os dias atuais alguns dos prédios que abrigaram a indústria se mantêm preservados na Praça Felix Guisard (conhecida como praça da CTI), próxima ao centro da cidade.

Geografia
A maior parte do município (cerca de dois terços de seu território) ocupa áreas de morros e serras onde predominam rochas cristalinas (granito e gnaisses) da Idade Pré-Cambriana (mais de 450 milhões de anos). Essa área se estende da Serra da Piloa para o sul e também em pequena faixa ao norte, precedendo a Serra da Mantiqueira. O restante do município, incluindo a área urbana, seus arredores e a região por onde passa o Rio Paraíba do Sul, situa-se na Bacia Sedimentar de Taubaté, com sedimentos terciários e quartenários (aluviões) da Idade Cenozoica (menos de 65 milhões de anos).
Área Rural 534,9 km²
Área Urbana 91,0 km²
Área Total 625,9 km²
Densidade Demográfica 428,01 hab/km²

Distâncias
Aparecida - 38 km • Caçapava - 20 km • Campos do Jordão - 44 km • Jacareí - 52 km • Natividade da Serra - 32 km • Pindamonhangaba - 13 km • São José dos Campos - 30 km • São Luiz do Paraitinga - 45 km • Tremembé - 8 km • Ubatuba - 90 km • Belo Horizonte - 650 km • Brasilia - 1300 km • Curitiba - 541 km • Florianopolis - 823 km • Porto Alegre - 1252 km • Rio de Janeiro - 280 km • São Paulo - 123 km

Economia
Taubaté é uma das primeiras cidades do país a se industrializar, o que ocorreu com a fundação da CTI (Companhia Taubaté Industrial) no município, em 1891, que viria a se tornar uma das principais indústrias do ramo da tecelagem no mundo, atingindo seu ápice na década de 1950. Em 1924, instala-se no município a Companhia Fabril de Juta, que passa, em pouco tempo, a ocupar a posição de segunda indústria em geração de empregos na cidade.

Composição da economia (2006)
Comércio e Serviços: 52,75%
Indústria: 46,58%
Agropecuária: 0,67% A partir da década de 1970, a cidade passa a atrair um grande número de indústrias, com destaque para as empresas do ramo automobilístico. As marcas Volkswagen e Ford instalam unidades de produção na cidade, bem como diversas empresas de auto peças. Atualmente, a composição da economia do município mostra que a indústria tem posição importante na cidade.

Centros comerciais
Taubaté é o segundo maior pólo comercial da região do Vale do Paraíba. A região central reúne boa parte dos estabelecimentos comerciais do município. Há instalado um shopping center, o Taubaté Shopping, inaugurado em 1990. Está em construção um novo shopping, localizado as margens da Rodovia Presidente Dutra e na confluência com a Rodovia Carvalho Pinto, com previsão para ser inaugurado em 2012.

Catedral de São Francisco das Chagas
A antiga igreja matriz de Taubaté, erguida sob invocação de São Francisco das Chagas, foi construída por decisão do capitão Jacques Félix, fundador do povoado que posteriormente se tornou a cidade de Taubaté. Com a construção da igreja matriz, o povoado foi elevado à categoria de vila em 1645. A igreja matriz ainda estava em construção, 150 anos depois da data de fundação de Taubaté. Durante o século XIX, a igreja passou por várias reformas para reparos e conservação, o que não mudou o aspecto arquitetônico original.

Posteriormente a igreja foi modificada por completo, por causa das reformas ocorridas em 1940. Do aspecto original, restou apenas a talha do alta-mor, conservado na integra. Entre as reformas ocorridas, foram à substituição do assoalho por piso frio, o forro de madeira por estuque, colocação de vitrais, além da imagem de São Francisco das Chagas em tamanho natural, em cima de uma tribuna construída na fachada principal. Uma parte das talhas dos antigos retábulos dos altares laterais da velha matriz pertence hoje ao Museu de Arte Sacra de Taubaté.

Sítio do Picapau Amarelo
A fazenda produtora de café São José do Buquira, conhecida como “Chácara do Visconde” foi construída entre 1860 e 1865, propriedade do Visconde de Tremembé, José Francisco Monteiro, avô do escritor José Bento Monteiro Lobato. A paisagem do local é formada por árvores frutíferas, cafezais, pastos e matas, casarão colonial, tulha e cocheira. Neste local nasceu Monteiro Lobato, que perdeu os pais muito cedo e foi educado por seu avô.

Hoje, o sítio de 20.000 m² que deu origem ao bairro Chácara do Visconde, é formado pelo Museu Histórico e Pedagógico, com biblioteca e toda a literatura infantil de Monteiro Lobato, exposição iconográfica da vida e obras, salas de exposições de artistas plásticos populares e regionais, além da agradável área verde com mangueiras e jaqueiras centenárias, entre outras árvores. Os personagens de Monteiro Lobato animam crianças e adultos com suas representações teatrais.