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Cidade de São Sebastião

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Página Inicial
São Sebastião é um município do estado de São Paulo, no litoral norte do estado (ou microrregião de Caraguatatuba). A população estimada em 2006 era de 75 886 habitantes, e a área é de 403 km², o que resulta numa densidade demográfica de 162,47 hab/km².

Estância balneária
São Sebastião é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História
É a cidade mais antiga do litoral norte. Antes da colonização portuguesa, a região de São Sebastião era ocupada por índios Tupinambás e Tupiniquins, sendo a serra de Boiçucanga uma divisa natural das terras das tribos.

A ocupação portuguesa ocorre com o início da História do Brasil, após a divisão do território em Capitanias Hereditárias. Iniciaram-se então a povoação, desenvolvendo o local com agricultura e pesca. Naquela época a região contava com dezenas de engenhos de cana de açúcar, responsáveis por um maior desenvolvimento econômico e a caracterização como núcleo habitacional e político. Isto possibilitou a emancipação de São Sebastião.

Um dos principais pontos de encontro dos moradores das cidade é a Rua da Praia, no centro da cidade, onde esta localizada a maior pista de skate da cidade com 7.000 m² e considerada a maior do Brasil, além do teatro municipal.

Geografia
Seus limites são Caraguatatuba a norte, o Oceano Atlântico a leste e sul, Bertioga a oeste e Salesópolis a noroeste. A Ilha de São Sebastião, cujo território corresponde ao do município de Ilhabela, fica defronte à costa leste de São Sebastião. Nessa costa é que se localiza o centro comercial da cidade. Por entre a cidade e a ilha está o canal de São Sebastião, que tem em sua largura mínima apenas 3 km, onde a travessia pode ser feita pela Travessia São Sebastião-Ilhabela de balsas.

No canal fica o porto de São Sebastião e o oleoduto da maior unidade da Transpetro (a subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de petróleo e demais combustíveis), responsável por 80% do combustível exportado pelo país. Já a costa sul conta com praias de turismo, como Guaecá, Toque-Toque, Maresias, Boiçucanga, Barra do Saí.

Praticamente tudo na cidade está localizado nas estreitas áreas planas entre o mar e as montanhas, exceto por torres de telefonia celular e torres de transmissão elétrica. Na porção central da cidade, essas áreas não chegam a mais do quê 3 km de largura, mas podem chegar ao dobro nas regiões menos povoadas à oeste. A maior parte da cidade se concentra entre a Praia da Enseada (a última antes de Caraguatatuba) e a Praia de Guaecá. De Toque Toque Grande a Boracéia (a última antes de Bertioga), há muitos hotéis, casas de veraneio e casas noturnas. O Rio Guaratuba faz a fronteira com Bertioga, enquanto que o Rio Juqueriquerê faz a fronteira com Caraguatatuba.

Dois distritos formam o município: Distrito de São Sebastião e Distrito de Maresias. Maresias é um ponto popular dos surfistas do litoral paulista. Foram esses esportistas que há cerca de 20 anos descobriram a região, na época acessível por uma estrada de terra em precárias condições. A praia tem fortes arrebentações provocadas por um parcel. Hoje Maresias é considerada a versão paulista da carioca Ipanema. Está no eixo mais agitado da região que compreende ainda as praias de Boiçucanga, Camburi e Juqueí. Possui uma das melhores infraestruturas turísticas de São Sebastião com bares, restaurantes, hotéis, pousadas, campings e danceteria.

Camburi é bastante agitada, frequentada por grande número de turistas e surfistas. A praia de Camburi é separada da de Camburizinho por um rio que desemboca em uma pequena ilha. Conta com posto permanente de salva-vidas do Corpo de Bombeiros. Possui campings, hotéis, pousadas, mercado e lojas de artesanato caiçara. Próximo ao limite com cidade de Bertioga está localizado um aldeamento indígena.

A cidade possui um clima oceânico, com uma temperatura média anual de 24°C. A maior parte das montanhas e das ilhas são cobertas pela Mata Atlântica.

Ilhas
Duas das ilhas de São Sebastião podem ser vistas da BR-101. As Ilhas estão no meio, e a Ilha das Couves pode ser vista. Há algumas ilhas espalhadas pelo litoral da cidade. A maior é mais famosa é a Ilha de São Sebastião, parte da cidade de Ilhabela.

Ilhas de Toque-Toque
Do norte ao sul, a Ilha de Toque-Toque Grande é a primeira depois de Ilhabela, e localiza-se em frente à praia homônima. Não há nem praias nem pessoas por lá, mas o local é visitado para mergulho. A Ilha de Toque-Toque Pequeno, mais ao sul, é menor, igualmente desabitada e lembra uma tartaruga quando vista da Praia de Santiago.

Ilha dos Gatos e das Couves
A Ilha dos Gatos, localizada a 1,8 km da Ponta da Baleia (um morro entre a Paia de Camburi e a Praia da Baleia) e a Ilha das Couves, localizada a 2,4 km da costa e a apenas 600 metros ao sul d'As Ilhas são ambas desertas, mas visitadas por turistas.

As Ilhas
As Ilhas diferem das outras ilhas por terem uma praia, que é frequentemente visitada por turistas da Barra do Saí e da Praia de Juqueí, ambas localizadas a cerca de 2,4 km da ilha.

Atrativos turísticos
Além das 36 praias, a cidade tem alguns lugares para visitar, como a Igreja Matriz de São Sebastião, o Museu de Arte Sacra, o Convento da Nossa Senhora do Amparo e o Convento Franciscano. O centro da cidade pode ser dividido em duas partes: uma, antiga, o centro historico, em torno da igreja matriz, cheia de casas do Brasil Colonial, que hoje abrigam bares, restaurantes, hotéis e repartições públicas. A outra parte, moderna, localiza-se próxima ao mar, num aterro. É um dos principais pontos de encontro dos moradores das cidade, tendo como principal logradouro a Rua da Praia, onde está localizada a maior pista de skate da cidade com 7.000 m² (considerada a maior do Brasil), além do teatro municipal. há também muitas sorveterias, restaurantes, bares, feiras de artesanato e uma grande praça.

Patrimônio Histórico
O centro do município de São Sebastião possui sete quarteirões e oito edificios tombados isoladamente pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico a Turístico do Estado) em 1969. Entre as construções mais significativas do centro estão a Igreja Matriz, a Casa de Câmara a Cadeia( faltou foto) e a Casa Esperança.

A Matriz foi originalmente construida no século XVII. Construção de pedra e cal, o aspecto atual provém das obras concluídas em 1819. O prédio passou por várias reformas sendo a última em 2001, que devolveu as características da influência jesuítica. A Casa de Câmara e Cadeia acompanha as características da arquitetura do século XVII, aspecto comum de prédio público da época. A casa de Câmara e Cadeia juntamente com o pelourinho, que localiza-se em frente ao prédio simbolizavam a autonomia político-adminsitrativa .

A Casa Esperança é a construção histórica mais nobre do município, feita em pedra e cal, com argamassa de conchas, areia e óleo de baleia é tombada, 1955, em nível nacional, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). As pedras que ornam as esquadrias - vindas prontas de Portugal - e as pinturas no teto demonstram uma riqueza que não era comum nas construções da época em São Sebastião, que nunca foi um município rico como Paraty, por exemplo.

Também na Rua da Praia, ao lado da Casa Esperança, está a sede da Secretaria de Cultura e Turismo, prédio construído por volta do século XIX, tendo abrigad em 1910 o grupo escolar Henrique Botelho – primeira escola pública do município . O sobrado do antigo Hotel Praia também pode ser visto dois quarteirões adiante, construção do século XVIII, com ornamentação típica da virada do século.

Ainda no centro, na rua Sebastião Silvestre Neves, está a capela de São Gonçalo construida no século XVII,. Foram responsáveis pela adminsitração da capela os Carmelitas e Franciscanos. Construção em pedra assentada sobre barro e piso de terra batida. abriga desde 2005 o Museu de Arte Sacra. – Lei Municipal 1781/05. A Casa Dória, construída em 1906 próximo à Praça Antônio Argino é um exemplo de transição entre a arquitetura colonial e a modernidade e abrigou uma das famílias mais tradicionais da cidade, os Dória.

Fora do Centro estão dois importantes exemplos do nosso patrimônio: o Convento de Nossa Senhora do Amparo e a Fazenda Santana. O convento, no bairro São Francisco, tem a construção datada de 1664, século XVII. A Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, um exemplar de engenho açucareiro na região, teve sua primeira sede construída em 1743, século XVIII; compreendia habitação, engenho, já demolido. Há hoje um sobrado cosntruido na metade do século XIX, nos fundos apresenta restos do Aqueduto que atendia a moenda com roda d’água e ruínas de outra construção também do século XVII.

Datadas em sua maioria do início do século, as capelas caiçaras nas praias também merecem ser visitadas como representantes do patrimônio cultural religioso sebastianense. São doze capelas protegidas pela Lei 954/94 , muitas delas, como as de praia da Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda guardam muito da singeleza de suas construções originais.

• Convento de Nossa Senhora do Amparo
Os franciscanos instalaram-se, em 1650, no atual bairro de São Francisco, onde fundaram o Convento de Nossa Senhora do Amparo; trata-se de uma construção com fachada típica das Igrejas Franciscanas deste período. O interior da construção também apresenta características comuns às Igrejas mais simples da época colonial.Nave única, capela-mor separada da nave por arco-cruzeiro , a construção demonstra solidez das construções em pedra, com ornamentação, vergas, obreiras e cunhais em pedra.

• Igreja Matriz de São Sebastião
Prédio em pedra entaipada construído em fins do século XVII, foi reconstruído por volta de 1819. No final do século XVIII, a Matriz já se encontrava em mau estado de conservação: em vistoria de mestres - pedreiros constatou-se que na construção em taipa e alicerce em pedra foi usado barro e areia, mas muito pouco ou nenhuma porção de cal. A partir de 1819, a Igreja possui o mesmo aspecto de hoje, salvo algumas reformas laterais e internas. Pode-se considerar que sua fachada e planta baixa possuem inspiração jesuítica (em seu frontão triangular, apenas uma porta principal, nave separada da capela-mor por arco cruzeiro comuns nas Igrejas mais simples dos setecentos).