Roseira é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. Localiza-se a uma latitude 22º53'53" sul e a uma longitude 45º18'19" oeste, estando a uma altitude de 551 metros. Sua população estimada em 2004 era de 9.788 habitantes.
História
O povoado que deu origem ao município de Roseira surgiu por volta de 1750, na margem do caminho real que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro.
No período entre 1770 e 1840, a região foi ocupada por grandes engenhos de cana-de-açúcar e mais tarde, com a introdução da cultura do café, tornou-se importante produtora. Com o declínio dessa atividade, os proprietários rurais dedicaram-se à pecuária leiteira e à cultura do arroz.
Em 1877, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro D. Pedro II e construída a Estação de Roseira, o povoado foi transferido para o local atual.
Em 30 de novembro de 1944, foi criado o distrito no município de Aparecida e, somente em 18 de fevereiro de 1959 foi elevada a município.
Cronologia
Em 1901, é construída a "Igreja de Nossa Senhora da Piedade" no então distrito de Roseira, que na ocasião fazia parte de Guaratinguetá.
Em 1910, é construída a "Igreja de Sant'ana", Atualmente igreja matriz da cidade.
Em 17 de dezembro de 1928, Guaratinguetá perde o território de Aparecida, consequentemente Roseira passa a ser distrito da mesma.
Em 18 de fevereiro de 1959, se emancipa politica-administrativamente de Aparecida.
Origem e significado do nome
Nome do município deriva do bairro da Roseira, localizado à margem do Caminho Real que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, no século XVIII, em área anteriormente pertencente ao município de Guaratinguetá.
Segundo a tradição oral, o nome Roseira se originou das rosas silvestres (Cor branca brava e a rosinha trepadeira denominada "mariquinhas") existentes à margem do caminho, onde se localiza atualmente o bairro de Roseira Velha.
Professor Francisco de Paula Santos, de tradicional família roseirense, em manuscrito existente na Biblioteca do Museu dos Ciclos Sócios Econômicos do Vale do Paraíba, afirma que as rosas silvestres e a rosinha trepadeira cobriam as cercas e as divisas das propriedades ao longo do Caminho Real, mais tarde, Caminho do Imperador.
Geografia
Possui uma área de 130 km². A densidade demográfica é de 74,96 hab/km².
Os municípios limítrofes são Potim a norte, Aparecida e Guaratinguetá a leste, Lagoinha a sul, Taubaté a sudoeste e Pindamonhangaba a oeste.
Taxa de urbanização (2000): 93,42%
Densidade Demográfica: HAB/KM²: 65,56
Clima
Roseira possui clima temperado e inverno seco. As temperaturas médias verificadas no município são: máxima (35º) e mínima (9º). A precipitação pluviométrica atual é da ordem de 1500mm.
Relevo
A altitude média do município é de 544 metros, ou seja podemos considerar o território de Roseira essencialmente plano.
Vegetação
Dentro da Área de Proteção Ambiental de Roseira Velha podemos encontrar mata nativa de formações arbóreas, arbustivas e herbáceas. E ainda, alguns vestígios de Mata Atlântica, assim como árvores frutíferas.
Altitude
A altitude média do município é de 544 metros.
Rodovias
SP-62
Vias de acesso rodoviário
Distância da Rodovia Tronco (Via Dutra): 500m
Distância da sede Região (Guaratinguetá): 20 km
Possui 65,5 km de estradas municipais, ligando a sede aos demais bairros, com ramificações para Aparecida, Guaratinguetá e Lagoinha, dos quais 14,5 km são asfaltadas.
Estrada de Ferro
A estação de Roseira foi inaugurada em 1877 pela E. F. do Norte. A estação deveria ter sido construída onde era a vila na época, um bairro do município de Guaratinguetá. O proprietário do local, então, exigiu um pagamento por parte da ferrovia para a desapropriação das suas terras para a construção dos prédios e da linha. Com isso, a ferrovia acabou aceitando a oferta sem ônus de um outro fazendeiro, mas que tinha suas terras afastadas da vila. A estação foi construída ali e ao redor da estação um novo aldeamento se formou. Este (Roseira Nova) cresceu muito mais que o local original (Roseira Velha) e acabou se tornando a sede do distrito e mais tarde do município de Roseira.
Marco Giffoni conta: "A estação foi construída em terras doadas pelo Major Vitoriano Pereira de Barros, fazendeiro, proprietário de muitas terras em Roseira, Oficial do Estado Maior da Guarda Nacional do Município de Guaratinguetá, político e um dos chefes do Partido Conservador sendo, portanto, adepto ao regime monárquico então vigente. Nomeado inspetor das estradas pelo governo provincial, o Major Vitoriano promoveu o progresso no Distrito de Guaratinguetá, município do qual faziam parte as atuais cidades de Aparecida e Roseira. Em 1874, quando o projeto da ferrovia na região ainda encontrava-se em estudos, o Major Vitoriano, prevendo a série de benefícios que o empreendimento traria para Roseira, concentrou seus esforços para que fosse construída uma estação na localidade.
Conta a tradição que ele trocou a honraria de um título de barão que lhe fora oferecido pelo Conde D´Eu pela construção da estação. Não se sabe ao certo se a negociação realmente ocorreu desta maneira mas, de qualquer forma, quando a Estrada de Ferro São Paulo-Rio de Janeiro foi oficialmente inaugurada, diversos títulos de nobreza foram outorgados aos fazendeiros valeparaibanos que haviam contribuído para que a ferrovia tornasse realidade e o nome do Major Vitoriano Pereira de Barros, que havia doado terras para a construção da estação e suas dependências, além de um terreno para a construção da igreja próxima a ela, não estava entre eles. A construção da estação acabou dando origem a um novo núcleo, o de Roseira Nova, que logo superou a sede original da localidade".
• Personalidade
José Ely de Miranda - Zito
Roseira é sua cidade natal . Zito destacou-se como meio-campista pelo Santos Futebol Clube e pela Seleção Brasileira. Dono de personalidade forte destacou-se pela sua técnica apurada, liderança e pela garra com que atuava .
Foi bicampeão mundial pelo Santos e pela Seleção Brasileira.
• Fazenda boa Vista
Primitivo engenho de açúcar e aguardente na segunda metade do século XVIII transformou se em fazenda produtora de café no século XIX. Após a decadência do café, inicio a cultura de arroz e a criação de gado. Conserva as senzalas, trulhas que serviam para guardar café e algumas dependências domesticas com as paredes externa construídas de taipa-de-pião. Nela encontra-se a Trilha a Independência, antigo caminho rela que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, passagem de tropas e tropeiros e o marco comemorativo da passagem da comitiva do Príncipe Dom Pedro em 1822. Atualmente promove eventos culturais e visitação programada.