powered by FreeFind
Mecanismo de Busca do site Vale do Paraíba Comercial
Adicione aos favoritos

Fale Conosco

 
Estadisticas y contadores web gratis
Estadisticas Gratis
Açougues
Armazéns & Mercearias
Auto-escolas
Bancos
Bares & Lanchonetes
Bazar, Papelaria & Livros
Cabeleireiros & Barbeiros
Cartórios & Tabeliões
Casas Comerciais
Clínicas Médicas & Odontologia
Comércio em Geral
Construção & Construtoras
Depósitos
Depósitos de Gás
Despachantes
Empresas
Empresas de Turismo
Escolas
Escritórios
Farmácias & Drogarias
Floricultura
Funerárias
Funilaria & Pintura
Gráficas & Publicidade
Hospitais
Hotéis, Pousadas & Motéis
Imobiliárias
Indústria & Comércio
Institutos
Laticínios
Locadoras, Vídeo & Som
Lojas
Lotéricas
Miscelaneous
Órgãos Públicos
Padarias & Confeitarias
Postos & Auto-Mecânicas
Presentes
Promoção de Vendas
Representações
Restaurantes
Serviços & Entidades de Apoio
Sindicatos & Associações
Supermercados
Tinturaria & Lavanderia
Veículos & Auto-Peças
Veterinária & Agropecuária

 
 Para incluir ou atualizar seu estabelecimento clique aqui

Cidade de Redenção da Serra

Ir para a lista de endereços

Página Inicial
Redenção da Serra é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Paraibuna/Paraitinga.

História
A história de Redenção da Serra, tem início no começo do século XIX. Com o esgotamento do ouro nas Minas Gerais, a economia brasileira se deslocou para o Vale do Paraíba movida pelo fenômeno do ciclo do café. A monocultura do café trouxe a expansão cafeeira na região, ocupando vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e vilarejos, dinamizando e enriquecendo importantes centros urbanos na época como, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena e Bananal.

Visando ampliar a extensão das lavouras cafeeiras em territórios ainda desconhecidos, o governador da província de São Paulo nomeou o sertanista e grande desbravador capitão-mor, Francisco Ferraz de Araújo, juntamente com sua esposa, moradores da então Vila Real de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, filho do ilustre paulista Miguel Godoy Moreira, um importante e rico proprietário de terras, que ocupou cargos de confiança no governo da Capitania de São Paulo.

Cumprindo a determinação do governador e alimentados pelo sonho de fazer fortuna com o ciclo do café que ganhava forças na região, o casal de desbravadores seguiram rumo aos sertões da Serra do Mar acompanhados de um grande número de escravos a procura de territórios e terras férteis para o cultivo de café. Se instalaram às margens do rio Paraitinga num pequeno vale entre as montanhas da região no que hoje è conhecido como sertão da Samambaia, em terras outrora pertencentes a Taubaté e construíram ali uma fazenda. Após a instalação e o início das lavouras, um dos melhores escravos do capitão, ao abrir por entre a mata trilhas e caminhos de acesso à fazenda, morreu picado por uma cobra. O bravo escravo desbravador, foi sepultado em um local aos arredores da fazenda e a sepultura foi assinalada por uma grande cruz de madeira em sua memória.

Com início do povoamento nas proximidades da fazenda, Ferraz de Araújo, a todos que lhe solicitavam terras, mandava que fosse usadas as terras próximas à cruz, sendo esta a única condição e consequentemente o caminho da cruz se tornou popular entre as pessoas que ali vinham morar. Mais tarde com o declínio do café no Vale do Paraíba, o vilarejo passou a sobreviver somente da agricultura de subsistência, destacando o cultivo de linho. Por esse motivo recebeu popularmente o nome de Paiolinho (paiol + linho), referência direta à plantação de linho feita pelos moradores e às fibras secas recolhidas que eram depositadas em uma cabana de madeira chamada paiol destinadas ao armazenamento.

O vilarejo crescia e por volta do ano de 1850, no lugar da antiga cruz de madeira, foi construída uma pequena capela que possuía duas torres e um sino com ajuda dos moradores e de fazendeiros da região, sendo chamada de capela de Santa Cruz pelo vigário Padre João Alves Coelho Guimarães. O vilarejo ganhava assim a sua primeira paróquia, a paróquia de Santa Cruz do Paiolinho. Em 24 de março de 1860 o povoado foi elevado a freguesia em terras do município de Taubaté. A população cresceu e a produção agrícola dava bons lucros, o que levou Paiolinho a ser elevada à categoria de município segundo Lei Provincial nº 33, de 8 de maio de 1877.

O município possuía sede na povoação de Paiolinho e seus territórios foram desmembrados do município de Taubaté tendo sua instalação a 1º de dezembro de 1877. Em 1882, inspirados pelo progresso na região, deu-se início a construção da nova igreja matriz de Santa Cruz, com a ajuda de escravos e pedreiros. Porém antes do término das obras, em 1890, o idealizador do projeto, vigário padre José Grecco, deixou a paróquia, paralisando sua construção e após onze anos, as obras foram reiniciadas, com a posse do Padre Francisco Filipe em 1904, a Igreja Matriz finalmente foi inaugurada

Basicamente, o núcleo principal da história de Redenção da Serra foi ligada à Abolição da Escravatura (Lei Áurea). Com a extinção do tráfico negreiro em 1850, a Lei do Ventre Livre em 1871 e a Lei dos Sexagenários em 1885, a ideia de total libertação dos escravos já iniciava entre os conservadores e liberais da região. Em Paiolinho chegaram também os ecos da campanha abolicionista e aderidos ao movimento cívico, Redenção da Serra foi a primeiro município paulista a libertar seus escravos em 10 de fevereiro de 1888, em documento assinado pelos ilustres moradores de Paiolinho, Maria Augusta d'Almeida, Gabriel Ortiz Monteiro, Joaquim Camargo Ortiz, Antônio da Palma, monsenhor José Alves Coelho Guimarães, José Lopes Leite de Abreu, Joaquim Antônio dos Santos Santos e Lourenço Ottoni de Gouveia Castro. Nesta data, declararam assim seus escravos livres, que continuaram a trabalhar mediante salário convencional. No mesmo documento e motivados pelo movimento que ali nascia, resolveram trocar a designação do município de Santa Cruz do Paiolinho para Redenção.

Em 21 de maio de 1934, Redenção deixou de ser município e voltou à condição de distrito pela Lei nº 6448, sendo incorporada ao município de Jambeiro, do qual se separou em 5 de julho de 1935 e passou a pertencer a comarca de Taubaté, sendo reinstalado novamente o município em 1º de janeiro de 1936. Em 30 de novembro de 1944, numa reunião do quadro administrativo, territorial e judiciário do estado de São Paulo, segundo o Decreto-Lei nº 14.334, discutiu-se que Redenção sendo o primeiro local paulista a libertar seus escravos, nada mais justo do que designá-lo com um nome que eternizasse o feito grandioso, assim o antigo povoado de Santa Cruz do Paiolinho, chamada de Redenção, passou a se chamar Redenção da Serra, também devido a sua situação geográfica entre os contrafortes da Serra do Mar.

No começo da década de 70, por uma necessidade de atendimento sócio-econômico regional, o estado deu início à construção da Usina Hidrelétrica de Paraibuna, represando os rios Paraibuna e Paraitinga e formando a represa da Companhia Energética de São Paulo (CESP). A construção porém de inusitadas implicações, determinou o desaparecimento de Natividade da Serra e Redenção da Serra. Da velha Redenção da Serra, cheia de tradições e fatos históricos, restou na parte mais alta do município que não foi atingida pelas águas a Igreja Matriz, o sobrado com sacadas de ferro que sediava a prefeitura e outros poucos sobrados e residenciais da rua Capitão Alvim. A parte mais baixa porém foi totalmente invadida pelas águas.

Na zona rural, o represamento das águas afetou as terras férteis, eliminando grande parte da agricultura de subsistência. A industrialização da "Calha do Vale" (Taubaté, Pindamonhangaba e Tremembé) e a inundação de parte do município, contribuíram para o êxodo rural de grande parte da população produtiva. Em 25 de agosto de 1974 de acordo com o decreto de implantação nº 190, nasce a nova Redenção da Serra, onde numa colina era erguida pelo povo redencense o cruzeiro que simbolizaria o renascimento do município.

Cultura
A cultura de Redenção da Serra é muito rica e variada, embora a cidade tenha sofrido uma ruptura com a criação da nova cidade, quando houve um intervalo nas manifestações populares, das festas e dos grupos folclóricos. A maior parte das pessoas estava mais preocupada em se recolocar na cidade nova e pouco tempo sobrava para as festas populares e religiosas, ocasiões oportunas para a preservação da cultura de um povo. É diferente, por exemplo, de cidades como São Luiz do Paraitinga, onde as inúmeras festas, algumas seculares, mantem o clima e favorecem a transmissão do acervo cultural de geração para geração. Mas é possível destacar alguns aspectos importantes da cultura redencense, muitos dos quais foram sendo resgatados com tempo, graças ao esforço de algumas pessoas.

Folclore
As festas populares, como já foi dito, são o cenário ideal para as mais puras manifestações folclóricas de um povo. Além do aspecto da religiosidade e da fé popular, que levam as pessoas a buscar uma ligação com o que é divino, as festas também surgiram como momentos de confraternização da comunidade e como forma de agradecimento. Em Redenção, duas grandes festas se destacam no calendário: a de Santa Cruz, que é a Padroeira da Cidade, e São Benedito, que é promovida pela Irmandade de São Benedito e que, graças ao esforço do seu presidente, Benedito Francisco Ribeiro, o Dito Nicanor, mantem suas tradições. A Festa de Santa Cruz, por sua vez, vem apresentando algumas mudanças e sendo aos poucos descaracterizada, como ocorre por exemplo, ao deixar de oferecer o tradicional afogado. É nessas festas e nas festas dos bairros rurais, realizadas nas capelinhas enfeitadas com bandeirinhas, é que normalmente se abre espaço para a música sertaneja de raiz ou regional, embora a atração principal, muitas vezes seja a música sertaneja pasteurizada, isto é, aquela que os meios de comunicação desejam que seja sucesso.