Lagoinha é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Paraibuna/Paraitinga. Localiza-se a uma latitude 23º05'26" sul e a uma longitude 45º11'25" oeste, estando a uma altitude de 913 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5.122 habitantes. Possui uma área de 255,9 km². A densidade demográfica é de 19,96 hab/km².
Os municípios limítrofes são Aparecida e Guaratinguetá a norte, Cunha a leste, São Luís do Paraitinga a sul, Taubaté a oeste e Roseira a noroeste.
História
Lagoinha nasceu à margem do caminho dos tropeiros, que transportavam café da região para o Porto de Ubatuba. A doação de patrimônio para a construção de uma capela em louvor à Nossa Senhora da Conceição em 1863, deu início ao povoado, elevado à vila em 1880, com o título de Lagoinha. O nome Lagoinha se deve a uma pequena lagoa, a qual, segundo a história, localizava-se sob o atual mercado municipal.
Surge no período de maior crescimento urbano da região, na época do café. Em 1953, torna-se cidade. Com o fim do plantio do café, o município passou a viver da agricultura e pecuária, preservando várias características do tempo do café, inclusive culturais, como a festa do Divino Espírito Santo. Torna-se Município em 1953.
Distâncias
São Paulo - 165 km
Taubaté - 63 km
São Luís do Paraitinga - 25 km
Cunha - 55 km
Ubatuba - 100 km
Curiosidades
A "Cachoeira Grande", principal local de lazer da população, foi cenário de vários filmes de Mazzaropi e de propagandas comerciais. A cidade também possui uma belíssima fanfarra chamada de Fapach (Fanfarra Padre Chico), campeã em varias cidades brasileiras, além de uma belíssima banda denominada Corporação Musical São Benedito (CMSB), a qual sempre embeleza as festas da própria cidade e das cidades vizinhas, já tendo inclusive apresentado para a rede Vanguarda e sido destaque em apresentações como em São Paulo, na Assembléia Legislativa.
Lagoinha é uma cidade que surgiu praticamente em função do "tropeirismo". A construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição em 1863, deu início ao povoado. Algumas pessoas falam que a origem de seu nome deve-se à existência de um "pouso de tropa" ao lado de uma lagoa. Outros já falam que o nome deve-se a uma pequena lagoa de onde era obtida a água para um chafariz, localizado no povoado. Independente da versão, temos um ponto comum: a lagoa! Em 1880 recebeu o título de vila e em 1900 tornou-se município. Em 1934 perde a condição de município e torna-se um distrito. Passados alguns anos, novamente torna-se município em 1953.
Uma das atrações turísticas de Lagoinha é a Cachoeira Grande, com cerca de 30 metros de queda d'água. Logo após o quilômetro 18, existe uma ponte de madeira e à direita, tem uma entrada para uma estrada de terra. Depois de rodar 1200 metros, você chega na Cachoeira Grande, que fica em uma propriedade particular. No local existe um bar e também o pessoal de uma empresa que leva você para fazer tirolesa ou rappel na cachoeira. O local é bem bonito.
Grupo Orgulho Caipira de Lagoinha
O Grupo Orgulho Caipira de Lagoinha surgiu por iniciativa de Amarildo Pereira Marcos, em 2001, quando foram apresentadas várias danças, dentre elas a Dança do Caranguejo, Folia de Reis, Folia do Divino, Dança do Sabão, etc.
A partir daí, alguns amigos, amantes da cultura, se reuniram e resolveram montar um Grupo com o objetivo maior de resgatar a cultura da terra.
O Grupo, formado basicamente por 20 componentes, apresenta, além das Danças e Folias acima citadas, a Roda de Jongo, Cantigas de Mutirão (conhecidas em nossa cidade por Brão) e também o Calango .
O Grupo se apresenta em quase todas as festas populares que acontecem na cidade de Lagoinha e região.
Dança do Caranguejo
É uma dança típica da nossa região, geralmente dançada nos Pousos de Folia do Divino e em algumas festas populares .Dançada em par, forma-se uma roda com a dama sempre à frente do seu cavalheiro, girando no sentido do relógio. Canta-se o seguinte refrão:
Quando é mão, é mão, é mão (todos acompanham batendo as mãos)
Quando é pé, é pé, é pé (todos acompanham batendo o pé)
No baião da mariquinha, caranguejo peixe é. (dança uma volta com a dama e deixa ela para trás)
Entre um refrão e outro cantam-se versos improvisados.
Dança do Sabão
Formam-se duas filas paralelas como se fosse para dançar quadrilha e canta-se um verso para começar :
Sabão pra ser bom, minha sinhá, tem que ser feito do gambá (bis)
Oi aproveite que o sabão vai começar, que o sabão vai começar. (acompanha-se com palmas)
Aí, aí, mexe o tacho de sabão. Aí, aí mexe o tacho de sabão. (faz-se gestos como se estivesse mexendo um tacho)
Passa de lado e não me esbarre no tição que leva a breca o meu sabão. ( passa de lado do outro mas sem se esbarrar).
CATIRA
A CATIRA é uma dança que há trinta anos não era apresentada. Era uma dança muito comum nos Pousos de Folias e em algumas festas tradicionais de nossa cidade.
Homens e mulheres, enfileirados, frente a frente, dançam ao som das violas batendo alternadamente os pé e as mãos em evoluções variadas. A dança termina com o RECORTADO: as fileiras trocam de lugar, fazem meia-volta e retornam ao início, repetindo as batidas de pés, mãos, pulos e voltas, que os melhores dançarinos executam sobre si mesmos. É de origem ameríndia.
MOÇAMBIQUE
Dança de origem africana usada para abrilhantar festas religiosas, tendo como Bandeira São Benedito. São usados os seguintes instrumentos musicais e apetrechos : Sanfona, Violão, Caixas de Repique, Bumbo e Apito (usado pelo Mestre), Bastão de Guatambu, Paiá (chocalhos ou guizos amarrados à perna), Casquete (gorro ) e Par de Fitas coloridas. Dança-se em duas fileiras, frente à frente, cantando e batendo os bastões alternadamente, de acordo com a música que é puxada e inventada, na hora, pelo Mestre.
FOLIA DE REIS
Dentro deste trabalho de resgate, o mais recente é a FOLIA DE REIS. Ela é composta por sete (7) pessoas que tradicionalmente visitam, no período noturno, os Presépios montados nas residências, levando a fé e a devoção ao Menino Jesus.