Jambeiro é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na microrregião do Paraibuna e Paraitinga, num dos contrafortes da Serra do Mar, jurisdicionado à Comarca de Caçapava, está localizado na microrregião do Alto Paraíba.
História
Os primeiros registros de povoamento, se datam a partir do século XVIII, a vila Freguesia da Senhora do Capivarí (como era chamado a atual cidade de Jambeiro) conseguiu, em 30 de março de 1876, a sua emancipação de Caçapava pela Lei Provincial n° 56.
Posteriormente o nome da freguesia foi mudado para "Jambeiro" por causa da abundância destas árvores pela vila e pelo seu fruto ser muito apreciado pelos moradores.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 23º15'13" sul e a uma longitude 45º41'16" oeste, estando a uma altitude de 695 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4.355 habitantes.
Os municípios limítrofes são Caçapava e São José dos Campos a norte, Redenção da Serra a leste, Paraibuna a sul, Santa Branca a sudoeste e Jacareí a oeste.
Demografia
População – o número de habitantes, no município, chegou a 10.000 na década de 20, tendo decrescido para menos de 3.000 nos anos 50. No censo de 1991, a população do município era de 3.285 habitantes; e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 1996 a população estimada do Município era de 3.461 habitantes; em julho/1998 era de 3.506 (estimativa); e de acordo com o Censo/2000, a população era de 3.992. Em 2006 a população estimada pelo IBGE chega a 4.506 habitantes.
Dados do Censo - 2000
População total: 3.992
Urbana: 1.934
Rural: 2.058
Homens: 2.082
Mulheres: 1.910
Densidade demográfica (hab./km²): 21,73
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,31
Expectativa de vida (anos): 71,52
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,54
Taxa de alfabetização: 87,32%
Hidrografia
Parte do Município é banhada pela represa de Santa Branca, formada pelas águas dos rios Paraibuna e Paraitinga. A sede do Município é cortada pelo rio Capivari (afluente do rio Paraíba) que nasce no perímetro urbano, formado pela junção dos ribeirões Jambeiro e dos Francos, que passam pela cidade. O rio Capivari, ainda no perímetro urbano, forma a conhecida Cascata, distante apenas 1 km do centro da cidade, em área de propriedade da Municipalidade. O município também é banhado pelo rio Piraí (afluente do rio Capivari), pelo riacho da Serra (afluente do ribeirão Jambeiro) e pelos ribeirões Tapanhão e Taperão.
Rodovias
Rodovia João do Amaral Gurgel
Rodovia Professor Júlio de Paula Moraes
Distâncias
Está a 22 km de Caçapava pela Rodovia João do Amaral Gurgel (denominação do 1º trecho da SP-103); a 18 km de Paraibuna, sendo 8 km pela Rodovia “Prof. Júlio de Paula Moraes” (nome do 2º trecho da SP-103) e mais 10 km pela Rodovia dos Tamoios (SP-99); a 32 km de São José dos Campos, sendo 8 km pela Rodovia “Prof. Júlio de Paula Moraes” e 24 km pela SP-99 (Rodovia dos Tamoios); em linha reta, dista 103 km de São Paulo – rumo à Capital do Estado, à qual se liga pelas Rodovias “Prof. Júlio de Paula Moraes” / “Tamoios” / sistema “Carvalho Pinto” - “Ayrton Senna”; ou pelas Rodovias “João do Amaral Gurgel” / “Presidente Dutra”.
Altitude Máxima
Na Serra do Jambeiro, é de 920 m, e na cidade é de cerca de 780 m.
Clima
Bastante ameno, com a temperatura média de 20º.
O nome "Jambeiro"
“Algumas vezes se ouve dizer que Jambeiro assim se chama pelo fato de aqui existirem muitos jambeiros (o que não corresponde à realidade), ou por causa da predileção de nossos moradores pela fruta dessa árvore”. De nossa parte, achamos que a origem do nome de Jambeiro se deve a outra circunstância. Vamos aos documentos: Quando o antigo bairro do Capivary, do município de Caçapava, foi elevado à categoria de Freguesia (= Paróquia) pela Lei Provincial nº 52, de 10 de abril de 1872, assim foram definidas suas divisas : “... pelo lado de Parahybuna, pelo morro da Samambaia, antiga divisa de Caçapava, e pelo lado desta Villa, pelos altos do morro do Jambeiro, ficando pertencendo a nova Freguezia todas as vertentes do Capivary”.
Dessa forma, antes que Jambeiro fosse Jambeiro, o morro (entenda-se “serra”), na divisa com Caçapava, já era denominado oficialmente “morro do Jambeiro”. Qual a razão dessa denominação? Muito provavelmente, porque ali nesse morro teria havido (ou ainda existia, na época) um jambeiro, a cuja sombra os viandantes e tropeiros daqueles tempos descansavam da caminhada, tendo chegado a servir de ponto de referência.
Quatro anos depois, em 30 de março de 1876, pela Lei Provincial nº 56, “A Freguezia de Capivary, municipio de Caçapava, fica elevada à categoria de Villa”, o que significou sua emancipação político-administrativa, tendo, porém, sido conservada a mesma denominação de Capivary. Mais um ano se escoa e a 8 de maio de 1877, pela Lei Provincial nº 36, “A Villa de Nossa Senhora de Capivary de Caçapava passa a denominar-se Villa do Jambeiro”.
Fundação do Município
Em 30/03/1876, pela Lei Provincial nº 56, “A Freguezia de Capivary, Municipio de Caçapava” foi “elevada à categoria de Villa”, conquistando, assim, sua autonomia político-administrativa.
Elevação a Comarca
Pelo Decreto nº 108, de 23/09/1892, Jambeiro foi elevado à categoria de Comarca, que foi instalada em 15/10/1892 “pelo cidadão Antonio Nogueira dos Santos, que interinamente exerceu o cargo de Juiz de direito”.
A Comarca de Jambeiro foi extinta em 1935, ficando o Município jurisdicionado à Comarca de Caçapava ; pelo Decreto nº 6.448, de 02 (ou 21 ?)/05/1934, o Distrito de Paz de Redenção foi incorporado ao Município de Jambeiro, mas Redenção logo reconquistou sua autonomia político-administrativa, pelo Decreto nº 7.353, de 05/07/1935 (a mudança da denominação de Redenção para Redenção da Serra foi determinada pelo Decreto-lei Estadual nº 14.334, de 30/11/1944).
Elevação à categoria de Cidade
Pela Lei Municipal nº 7, de 15/07/1898, promulgada pelo presidente da Câmara Municipal, Major João do Amaral Gurgel, e publicada no “Diário Oficial” do Estado nº 24.244, de 27/07/1898, “Fica elevada à categoria de cidade esta Villa de Jambeiro, com a mesma denominação”.
Principais acontecimentos entre 1876 / 1898
Na última década do século XIX a cidade sofreu sua principal transformação : foram alterados os cursos dos Ribeirões Jambeiro e dos Francos para a formação da Praça Almeida Gil; desse modo, esses ribeirões, formadores do Rio Capivari – e que se uniam mais ou menos próximo do atual coreto –, passaram a ter seu ponto de junção ali quase nos fundos da atual Lanchonete Acalanto.
Elevação a Comarca pelo Decreto nº 108, de 23/09/1892 (instalação em 15/10/1892 pelo Juiz de Paz Antonio Nogueira dos Santos (que exerceu interinamente as funções de Juiz de Direito).
Em 16/07/1894 foi instalada a Agência da Coletoria (1º agente – José Antonio de Oliveira).
Em 17/09/1896 foi inaugurado o Mercado Municipal.
Elevação à categoria de Cidade pela Lei nº 7, de 15/07/1898, promulgada pelo presidente da Câmara, Major João do Amaral Gurgel.
Governo do Município
Criado o Município em 30/03/1876, só em 10/08/1878 tomaram posse os primeiros vereadores. Nas atribuições deliberativas e administrativas, entre 1878 e 1908 o Governo Municipal foi exercido pela Câmara Municipal, sendo seu Presidente o agente executivo da Administração.
A figura do Prefeito como administrador municipal surgiu a partir de 1908. O Prefeito também fazia parte da Câmara Municipal e os vereadores escolhiam anualmente um de seus Pares para exercer a função de Prefeito, tendo tal situação perdurado até 1930. A escolha do Prefeito em eleição direta pelo voto popular só aconteceu após a queda do regime ditatorial de Getúlio Dornelles Vargas, em 1947, para o quadriênio 1948/1951.
ECONOMIA
Pecuária leiteira
Com a queda do preço do café no final dos anos 20 do século XX, houve o êxodo de muitas famílias jambeirenses para outras regiões do Estado (fenômeno também ocorrido em todas as pequenas cidades do Vale), passando a economia a basear-se na pecuária leiteira, que emprega reduzida mão-de-obra. Em conseqüência, a população do município chegou a cair, na década de 60, para menos de 3.000 habitantes.
Eucalipto
No final dos anos 70 do século passado foi a vez da “invasão dos eucaliptos” : indústrias de papel (Papel Simão, depois, Votorantim) arrendaram grande parte das fazendas do município e, empregando mão-de-obra barata – aliciada principalmente em regiões distantes – iniciaram a plantação com o posterior corte de eucalipto, fato que se estendeu por muitos outros municípios valeparaibanos.
Indústrias
No final do século passado teve início a era industrial do Município, com a criação do Distrito Industrial e Comercial de Jambeiro no bairro Santa Bárbara.
Comércio
A atividade comercial, bastante intensa na época do café, ficou muito abalada na década de 30 do século XX em virtude da mudança de grande número de famílias para as cidades industrializadas da região e da Grande São Paulo.